Autoridade e Suficiencia das Escrituras

30/09/2014 12:25

1.1.AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

Nas Escrituras se encontra diversas afirmações de que a Bíblia é a Palavra de Deus. No Antigo Testamento isso fica evidenciado pela frase de introdução “assim diz o Senhor” que ocorre centenas de vezes, enquanto que o Novo Testamento temos como exemplo 2ª Timóteo 3.16. Paulo afirma que todos os escritos do Antigo Testamento são theopneustos, “inspirados por Deus”. Em 2ª Pedro 3.16 Pedro mostra não apenas conhecimento da existência de epistolas escritas por Paulo, mas também uma clara disposição para classificar “todas as suas [de Paulo] epístolas” juntamente com “as demais escrituras”. Isso é uma indicação de que muito cedo na história da igreja todas as epístolas de Paulo eram consideradas palavras escritas de Deus no mesmo sentido que eram os textos do Antigo Testamento. (GRUDEM, 1999. pg.45-46)

1.2.SUFICIENCIA DAS ESCRITURAS

A doutrina da suficiência das Escrituras tem grau de relevância no tocante à vida cristã de modo geral e particular, pois engloba todo o procedimento do homem que deve ser pautado na Bíblia assim como seus pecados tratados de modo particular à luz das Escrituras. Ao buscar pela compreensão da suficiência das Escrituras estamos na busca por compreender a vontade de Deus para os nossos pensamentos e ações, diante disso a convicção tudo que Deus tem a nos dizer está revelado por meio das Escrituras. Ao pensar que todas as coisas já estão reveladas, logo, não se deve acrescentar nada ao texto, nem tampouco equiparar outro escrito à Bíblia. Também pela suficiência somos encorajados a não crer em nada mais sobre Deus e sua obra salvadora que não esteja na Bíblia. Com respeito à vida cristã, a suficiência das Escrituras nos lembra de que não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras, quer explicita quer implicitamente. Andar na lei do Senhor é ser “irrepreensível” (Salmo 119.1). Isso nos lembra de que nossa busca da vontade de Deus deve-se concentrar nas Escrituras, ou seja, não devemos buscar orientação pelas orações que peçam alteração das circunstancias ou dos sentimentos, ou ainda orientação direta do Espírito Santo fora das Escrituras. Por meio da Escritura e sua suficiência devemos basear nossos estudos e nos limitar ao que a Bíblia se limita e expandir até o momento em que a Bíblia permite que seja expandido, contudo, é preciso lembrar que “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus” (Deuteronômio 29.29). (GRUDEM, 1999. pg. 89-92)

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Texto extraído de uma parte da minha declaração de fé.

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